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Um pianista de grande valor

Nenhuma vida tem qualquer significado ou qualquer valor
se não for uma contínua batalha contra o que nos afasta da perfeição,
que é o nosso único dever.
Agostinho da Silva (1906-1994)
(“As Aproximações”)

Recebi mensagem de Michèle N’Kaoua, esposa do ilustre pianista franco-argelino Désiré N’Kaoua, comunicando o seu falecimento aos 19 de Junho último, dias após completar 93 anos. Esteve presente em um dos meus blogs, a partir de uma gravação histórica realizada quando nos seus 86 anos de idade (vide blog “Sonata Hammereklavier op. 106, de Beethoven (20/02/2021).

Mantivemos, nesses últimos tempos, cordial troca de mensagens, máxime em datas festivas. Nosso relacionamento se deu durante minha estadia em Paris para aperfeiçoamento pianístico (1958-1961) junto a dois mestres franceses, a lendária pianista e professora Marguerite Long (1874-1966) e o ilustre Jean Doyen (1907-1982), senhor de um dos mais extensos repertórios para piano. Désiré estava sob a tutela de Madame Long bem antes da minha chegada em Paris e eu admirava suas performances. Ele mantinha “sob os dedos” um número considerável de Concertos para piano e orquestra, máxime os de Mozart.

Em 1961, Désiré, com inúmeras apresentações pela Europa, teve que se desligar como acompanhador da renomada escola de ballet parisiense fundada em 1937, École Simon Siégel, hoje desativada, transferindo para mim essa atividade, que exigia uma boa leitura à primeira vista. A tarefa ajudou-me e muito num período relativamente difícil. Sempre serei grato ao hoje saudoso Désiré N’Kaoua. Nesses últimos anos trocamos mensagens e CDs, assim como comentários a respeito deles.

Nascido em Constantina, na Argélia, Désiré desenvolveu seu aprendizado pianístico em França e, aos 18 anos, recebeu o primeiro prêmio do Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, igualmente o primeiro prêmio do Concurso Internacional de Genebra. A seguir, a medalha de ouro no Concurso Internacional de Vercelli e o 1º prêmio no também Internacional Concurso Alfredo Casella, em Siena. Como mestres, estudou com Mme. Long, Lazare Levy e Lucette Descaves. Essas láureas o levaram a apresentações como solista junto a algumas das mais renomadas orquestras da Europa: Filarmônica de Berlin, Varsóvia, Praga, Budapeste, Bucarest, Suíça Normanda e tantas mais. Como recitalista, apresentou-se pela Europa e pelos Estados Unidos, sendo que aos 50 anos dava o seu milésimo recital solo.

O repertório de Désiré era imenso e, entre suas gravações de obras de J.S.Bach, Mozart, Beethoven e Schubert, salientem-se as integrais para piano de Maurice Ravel, Emmanuel Chabrier, Albert Roussel, Jehan Alain e dos Noturnos, BaladasScherzos de Chopin. Foi o primeiro a  apresentar a obra completa para piano de Maurice Ravel em apenas um recital. Na esfera musicológica, pouco frequentada pela grande maioria dos pianistas, colaborou nas edições de obras de Mozart e Chopin para a Editora francesa H. Lemoine.

Como didata, constam atividades que resultaram em distinções: Professor honorário do Conservatório Superior de Música de Genebra, do Conservatório Nacional da região de Versalhes, da École Normale de Musique e da Schola Cantorum de Paris. Também lecionou no Conservatório Nacional na capital francesa.

Receberia em Paris a honraria Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito como Embaixador da Música Francesa no Exterior.

Presentemente se dá maior importância à aparência da verdade, e determinados intérpretes consagrados, precedidos por patrocínios e consequentes holofotes, retribuem aos admiradores com execuções tantas vezes arbitrárias quanto aos andamentos e aos conteúdos expressos nas partituras. Nas capas dos CDs, hoje infelizmente em processo de extinção, dava-se tantas vezes uma importância plena ao intérprete e, como “complemento”, eram adicionados os nomes dos compositores. Ouvir as gravações de Désiré N’Kaoua é entender que a tradição pianística, tão admirada muitas décadas atrás, permanece viva nessas mensagens duradouras. As duas Baladas de Chopin inseridas no blog evidenciam o respeito ao pensamento do compositor, fato que faz delas um prazer a ser compartilhado com o leitor.

Clique para ouvir, de Chopin, a 1ª Balada em Sol menor, op. 23, na interpretação de Désiré N’kaoua:

https://music.youtube.com/watch?v=yC2D3yetbNo&list=OLAK5uy_n8asANmeTJWKUdwLX1WwEX3jY0VytDNbU

Clique para ouvir, de Chopin, a 4ª Balada em Fá menor, op. 52, na interpretação de Désiré N’kaoua:

https://music.youtube.com/watch?v=NU3_52WUS4c&list=OLAK5uy_n8asANmeTJWKUdwLX1WwEX3jY0VytDNbU

It was with sadness that I received the news of the death of an outstanding Franco-Algerian pianist, Désiré N’Kaoua, who was my classmate in the courses taught by the legendary Marguerite Long in Paris between 1958 and 1961. We had reconnected in recent years. Désiré had an immense repertoire, which he always performed with fidelity, appropriate expression, and complete mastery.

 

A permanência pelo mérito

A permanência pelo mérito

Felizmente, há na música uma grande dose de magia, do inexplicável.
Ela não é comparável a nenhuma outra arte.
Os nossos antepassados foram sensatos ao excluir a música das «Belas Artes».
De um lado, a música. Do outro, a pintura, a escultura, a gravura, a arquitetura.
Apesar das leis derivadas da tradição, a música contém uma dose de milagre.
Arthur Honneger (1892-1955)
(in “Je suis compositeur”)

Primeiramente, agradeço as mensagens de leitores que se entusiasmaram com o Grupo dos Seis em França. Após a apresentação de três membros do Grupo no post anterior, Louis Durey, Georges Auric e Darius Milhaud, focalizaremos Germaine Tailleferre (1892-1983), Francis Poulenc (1899-1963) e Arthur Honneger (1892-1955).

Germaine Tailleferre, a única mulher do Grupo, foi apresentada por Darius Milhaud a Eric Satie. Através dele tem contato com os jovens compositores que formariam o Grupo dos Seis. Integrada ao Grupo, foi uma das que participou da elaboração do bailado Les mariés de la Tour Eiffel - sobre texto de Jean Cocteau -, juntamente com Poulenc, Milhaud, Honneger e Auric. Sua obra tem consistência, é sensível, criativa, ousada tantas vezes, sem negligenciar tendências do passado. Escreveu para vários gêneros musicais, inclusive óperas cômicas.

Clique para ouvir, de Germaine Tailleferre, En Plein Air (1918) para dois pianos, na interpretação de Marc Clinton e Nicole Carboni, composição em que explora com competência, inúmeros recursos da técnica pianística. Ao ouvir um ensaio de En Plein Air interpretado pela compositora e a notável pianista Marcelle Meyer (1897-1958), Eric Satie teria declarado ser Tailleferre sua “filha musical”.

https://www.youtube.com/watch?v=pdhTXU90lSU&t=16s

Francis Poulenc sofreria influência dos seus compositores eleitos, Scarlatti, Schubert, Fauré e outros. Contudo seu estilo é bem individualizado o que demonstra autenticidade, pois há sempre suas impressões digitais. Não é de longe um intelectual da composição. Há expontaneidade, bela fluência dos elementos básicos, mas com acentos que identificam a sua personalidade. Um dos preceitos da composição francesa do período, a denominada clarté, é um dos seus predicados, acrescido da facilidade melódica. Sob outra égide, essa clareza se estenderia à interpretação pianística, pois essa é uma das características propaladas da técnica pianística em França.

Estou a me lembrar que em 1959, em Paris, com bolsa do governo francês, após prêmio em Concurso de Piano em Salvador, estava a estudar inicialmente com o insigne pianista e professor Jacques Février (1900-1979). Certa manhã me dirigi à casa Durand, na Place de la Madeleine, a fim de adquirir partituras. Sentado a espera de alguém estava Francis Poulenc. Apresentei-me a dizer que estudava com um seu grande amigo Février e que no meu repertório em formação, tocava Mouvements Perpétuels de sua autoria. Extremamente gentil, falou-me da criação dessas três pequenas peças. Gravei em minha memória seus aconselhamentos e sua llaneza. Francis Poulenc e Jacques Février fizeram a estreia do Concerto para dois pianos do compositor em 1932.

Clique para ouvir, de Francis Poulenc, Mouvements perpétuels na interpretação do autor:

https://www.youtube.com/watch?v=U-qH2zLw490

Clique para ouvir de Francis Poulenc, Concerto para dois pianos e orquestra, na interpretação de Martha Argerich e Nelson Freire e a Orquestra Sinfônica de Montreal [Montreal Symphony Orchestra] sob regência de Charles Dutoit.

https://www.youtube.com/watch?v=0wJDUQxy-Ug

Arthur Honneger é um compositor de grande interesse não apenas como criador, mas um músico pleno de ideias, tantas delas polêmicas. Certamente um dos grandes mestres do período. Seu engajamento ao Grupo dos Seis não o impediu de estar ligado às concepções tradicionais. Os mestres do passado lhe são familiares e ele os cultiva. Algumas de suas criações têm a aura da obra-prima e contrastam com aquelas de outro mestre mencionado no blog anterior, Darius Milhaud. Estilos diferentes.

Quando professor de composição na École Normale de Musique em Paris, Honneger iniciava o curso com um depoimento incisivo a desestimular os fracos. Tem interesse o que dizia: “Senhores, querem mesmo tornar-se compositores de música? Já pensaram bem no que isso implica? Se escreverem música, ninguém a tocará e não conseguirão ganhar a vida! Se seus pais puderem sustentá-los, então nada impede que preencham papel pautado. Encontrarão papel em todo o lado, e o que escreverem nele terá apenas uma importância secundária para os outros; eles não têm qualquer ânsia de descobri-los, a vocês e a suas sonatas… A única desculpa possível é escrever honestamente a música que desejam expressar, dedicando-lhe todo o cuidado, toda a consciência que um homem íntegro dedica às ações sérias da sua existência. Suponhamos por um único instante que sejam trinta e sete homens — não digo sequer gênios, mas sim talentosos — e que cada um escreva num ano uma obra válida, que merecesse ser tocada; isso desencadearia uma verdadeira catástrofe no mundo musical. A composição não é uma profissão. É uma mania – uma doce loucura – (pois é raro constatar um compositor desconhecido envolvendo-se em atos de violência que perturbem a ordem pública, exceto nas salas de concerto, durante a apresentação da obra de um rival).”  (in: Arthur Honneger, “Je suis compositeur”, Paris, Éditions du Conquistador, 1951).

Uma de suas obras mais consagradas é Pacific 231 (1923). Sugerida por Blaise Cendrars (1887-1961), romancista e poeta, pois o renomado escritor sabia do fascínio do compositor pelas locomotivas. O termo escolhido tem relação com um modelo específico de trem a vapor e o número 231 relativo à disposição das rodas. Tem-se o arranque, a aceleração e a frenagem da locomotiva. Criação descritiva, não desprovida de dramaticidade.

Clique para ouvir de Arthur Honneger, Pacific 231, pela Orquestra Nacional da O.R.T.F., sob a regência de Jean Martinon:

https://www.youtube.com/watch?v=zT48OxzgYFg

Completamente numa outra orientação e sem quaisquer ligações com o Grupo dos Seis, Heitor Villa-Lobos (1887-1959) compõe “O Trenzinho do Caipira”, quarto movimento das Bachianas Brasileiras nº 2, uma de suas mais comoventes criações:

Clique para ouvir, de Heitor Villa-Lobos, “O trenzinho do Caipira”, na interpretação da Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência de Roberto Minczuk:

https://www.youtube.com/watch?v=wIG4h7lvj4Y

In this post, I conclude the series introducing the other three key members of the Group of Six: Germaine Tailleferre, Francis Poulenc, and Arthur Honegger.

 

Compositores em torno da renovação

A coisa mais difícil na música
ainda é escrever uma melodia de vários compassos
que possa ser auto suficiente.
Esse é o segredo da música.

Darius Milhaud (1892-1974)

Fico grato pela repercussão dos posts dedicados ao Grupo do Cinco, compositores que, em meados do século XIX, buscaram aspirações nas raízes da música russa com a finalidade de se distanciarem de preceitos musicais do Ocidente. Foi o crítico e historiador Vladimir Stassov (1824-1906) que, ao propalar que se tratava de um “pequeno e pujante grupo”, deu ensejo a que, primeiramente em França, esses poucos compositores recebessem a designação “Grupo dos Cinco”, que vigorou doravante.

Um dos leitores, Camilo Bittencourt Miranda, sugere em sua mensagem um tema bem pertinente, o “Grupo dos seis”, compositores que se reuniam em Paris com propósitos novos entre 1916 e 1923. O tema é bem sugestivo, o período histórico é outro e as motivações tenuemente se assemelham aos postulados professados pelos músicos russos.

Deve-se ao crítico musical Henri Collet (1885-1951) a designação Grupo dos Seis em Janeiro de 1920. O poeta Jean Cocteau (1889-1963) e o compositor Erik Satie (1866-1925) foram fundamentais em seus princípios estéticos para a criação do Grupo, que seria formado por Darius Milhaud (1892-1974), Arthur Honneger (1892-1955), compositor franco-suíço nascido no Havre, França, Francis Poulenc (1899-1963), Louis Durey (1888-1979), Georges Auric (1899-1983) e Germaine Tailleferre (1892-1983). Os três primeiros foram os mais representativos e deixaram composições que permanecem no repertório mundial. O Grupo, voltado a diferente posicionamento estético-musical propalado pelos compositores Gabriel Fauré (1845-1924), Claude Debussy (1862-1918) e Maurice Ravel (1875-1937) – se bem que os três importantes músicos tivessem tendências não homogêneas -, buscou vias que se coadunavam com as propostas de Cocteau e Satie.

No presente post abordarei três integrantes: Louis Durey, Georges Auric e, principalmente, Darius Milhaud. Louis Durey transitou inicialmente pelo sistema atonal proposto por Arnold Schoenberg, enveredando a seguir por propostas mais conservadoras, senão românticas.

Clique para ouvir, de Louis Durey, Romance sans paroles op. 21, na interpretação da pianista Françoise Petit:

Louis Durey – Romance sans Paroles (Op. 21) [Score Video]

Georges Auric estudou com Vincent d’Indy, privou da amizade de Igor Stravinsky e de Éric Satie antes de pertencer ao Grupo dos Seis, sofrendo influências do autor das Gymnopédies. Pluralista, compôs para várias destinações musicais: orquestra, piano câmara, coral, assim como para dezenas de filmes e, juntamente com Serguei Diaghilev (1872-1929), para vários ballets.

Clique para ouvir, de Georges Auric, os divertidos Trois impromptus para piano, na interpretação de Françoise Gobet:

Georges Auric – Trois Impromptus for piano (with score)

Do Grupo dos Seis, Darius Milhaud foi um dos mais influentes. Profícuo compositor, abordou basicamente todos os gêneros musicais: sinfônico, lírico e coreográfico, camerístico (nove quartetos de corda), obras vocais. Sua obra é plena de variantes, intensa em tantas delas, utilizando-se inúmeras vezes do recurso da politonalidade. Imaginativo, se por vezes suas criações revelam certa desigualdade, é fato que muitas delas têm mérito invulgar mercê de fatores fulcrais, como curiosidade, instinto criativo, busca dos extremos. Milhaud particularmente teve laços com o Brasil, pois em 1917 Paul Claudel (1868-1955), poeta e dramaturgo francês, foi nomeado Ministro da França no Brasil e ele, nos seus vinte e poucos anos, veio como secretário, tornando-se amigo do nosso maior compositor romântico, Henrique Oswald (1852-1931). Durante o período em que esteve no Rio de Janeiro, captou essencialidades da música urbana do país, traduzindo-as em composições que se perenizaram. Em carta datada de outubro de 1919, quando de regresso a Paris, escreve à esposa de Oswald, e uma frase é pitoresca: “Se me fizessem escolher entre ‘ir ao paraíso ou retornar ao Rio’, creio que escolheria retornar ao Rio”. Outros tempos, certamente…

Um episódio curioso se deu durante a estadia de Milhaud no Rio de janeiro. Em um jantar festivo na morada de Henrique Oswald, entre os cerca de vinte convidados estava o notável pianista Arthur Rubinstein (1887-1882), que realizava turnê pela América Latina. Em suas minuciosas memórias publicadas em três volumes, Rubinstein escreve: “Do outro lado da mesa estava um homem que nem sequer tinha sorrido uma única vez. A expressão do seu rosto intrigava-me. Parecia mais brasileiro do que todos os outros, na sua maioria de ascendência italiana ou portuguesa. Aquele homem sereno tinha um rosto redondo, bem barbeado, cheio, de tez morena, olhos tristes e inteligentes. O que mais me impressionou foi o seu excelente francês. Aproveitando um momento de calmaria, dirigi-me a ele: ‘Permita-me elogiá-lo pelo seu francês. Nunca ouvi um estrangeiro dominar a este nível esta língua tão bela e tão difícil’. ‘Sou francês’, respondeu ele com um sorriso, ‘sou o secretário particular do ministro da França. Chamo-me Darius Milhaud e sou violinista e compositor’. ‘Nunca tinha ouvido falar dele’. ‘Fui declarado inapto para o serviço militar e fui trazido para cá pelo nosso ministro, o Sr. Paul Claudel, na qualidade de secretário e, sobretudo, colaborador.», (in: Arthur Rubinstein, Grande est la vie – mes longues années. Paris, Robert Laffont, 1980).

Escolhi de Darius Milhaud uma obra contagiante, que tem todas as referências rítmicas e sonoras que o compositor apreendeu no Rio de Janeiro. Le boeuf sur le toit, criação de 1920, é um ballet burlesco. Devido ao retumbante sucesso da composição, Louis Moysés, ligado a casas noturnas parisienses, inaugurou um cabaré em 1922 com o nome Le boeuf sur le toit, que passaria doravante a ser frequentado por figuras de renome nas várias atividades: Jean Cocteau, Pablo Picasso, o Grupo dos Seis, Erik Satie, Maurice Chevalier, Coco Chanel, Cristian Dior… Até o presente, o restaurante com música ao vivo prossegue em suas atividades.

Clique para ouvir, de Darius Milhaud, Le boeuf sur le toit, na entusiástica regência de Alondra de la Parra frente à Orquestra de Paris:

Darius Milhaud, Le Bœuf sur le Toit – Alondra de la Parra & Orchestre de Paris

No próximo blog, completando o Grupo dos Seis, focalizarei Francis Poulenc, Arthur Honneger e Germaine Taillefferre.

The Group of Six in France brought together, for a number of years, six composers who were seeking new directions, following in the footsteps of the country’s three most influential masters of musical composition: Gabriel Fauré, Claude Debussy, and Maurice Ravel.