Navegando Posts em Cotidiano

O texto como respiração

Não mais tenho piedade de mim.
Todas as palavras que eu tinha de dizer
tranformaram-se em estrelas.
Guillaume Apollinaire

Atravesso o Atlântico. Olho para o relógio ainda no horário de Brasília. O ponteiro está a marcar os primeiros cinco minutos do dia 2 de Março, precisamente horário e data do longínquo 2007, data em que publiquei o primeiro post. Celebro a ocasião nas alturas, na solidão de um avião pleno, com um copo de plástico, inadequado para conter vinho tinto português, que sempre foi fiel amigo de meu saudoso pai ao longo da existência. Dizer que sinto algo, sim. O ronco abafado dos motores dimensiona surda alegria. Fosse jovem internético buscaria tirar uma selfie para guardar. Aos 78 anos, as lembranças são de outrora, bronzinas, soantes na imensidão das décadas acumuladas. D. Henrique Golland Trindade, meu padrinho de crisma, dizia para situações análogas, “santo orgulho”. Talvez sinta. Não passamos incólumes diante do tempo insubornável, mencionado pelo poeta Guerra Junqueiro. As marcas ficam, mormente se há constância na trajetória, vontade e prazer de depositar no computador o que vai na alma. Ela é infinita e, a depender do caminhar ininterrupto, manifesta-se através das reminiscências, da memória que ainda persiste em estar ligada a toda nova paisagem que o olhar perscruta. Dez anos sem ter perdido um sábado. Penso em meu pai, pois estou voando para suas terras. Dizia ele que não há férias quando se ama a causa. Para parcela das novas gerações e para os mais de 15.000 sindicatos existentes no Brasil, essa frase é inócua e preconceituosa. Talvez um dia a punam, como tantas outras hoje sujeitas a sérias censuras. Engessaram o livre pensar.

O blog faz parte de minha respiração tardia, como também o faz a música desde a infância. Amalgamam-se, o primeiro a externar o que navega na mente, a segunda presente diuturnamente como dádiva maior, apesar de serem gêmeos. Os dedos que caminham pelo teclado do piano só se diferenciam dos que percorrem o teclado do computador mercê  do número. Neste são só dois, que sempre insistiram, teimosa e egoisticamente, em serem apenas dois. Nada a fazer. Se as ideias sonoras pertencem ao universo encantador, razão básica de minha escolha, destilar o pensamento me agrada muito. Duas manifestações que se completam.

Pareceu-me tão rápido o escoamento da ampulheta. Estou a me lembrar dos dias que precederam o primeiro blog. No terraço de casa, meu fiel amigo Magnus Bardela, após um longo relato que fizera de uma história que presenciei, propõe-me a feitura de um blog para que outras tantas histórias arquivadas na mente descessem para o teclado. Já relatei o fato em blog que se encontra no calendário da década. Relutei com firmeza. Com a tranquilidade que lhe é peculiar, Magnus, que de meu brilhante aluno na Universidade de São Paulo passou a ser meu professor nessa intrincada área internética, foi ao meu computador e, sem que eu soubesse, criou um blog. Após, sorridente, comunicou-me o fato. Impasse. Comecei e, em dez anos, jamais um sábado ficou sem um post sobre tantos temas que me são caros: cotidiano, resenha de livros, impressões de viagens, corridas de rua e, a preponderar, a música.

Já observei anteriormente que os temas surgem durante os treinos para as provas do calendário de corridas e se organizam em parágrafos que ficam guardados na mente. Só adquirem vida nas madrugadas quando, sentado a digitar, descem da mente com celeridade,  sofrendo apenas uma leitura rápida à guisa de revisão. Envio o post à minha dileta amiga e vizinha Regina Pitta, que possui olhar de lince e não deixa passar determinados descuidos. Tinha razão o nosso grande compositor Henrique Oswald ao dizer que todo autor é mau revisor e que, entre todos, ele era o pior. O processo findo e escolhidas as imagens, preparo o material com data e horário marcados para publicação. Nesse limbo em que permanece durante uns poucos dias, ainda leio para minha mulher Regina. Ela ouve com atenção e tem quase sempre uma ou outra observação, tantas vezes pertinente.

Nesses dez anos ocorreu fato inusitado e enriquecedor. Nesse tempo tenho mantido correspondência ativa com o notável compositor e pensador francês François Servenière. Brevemente chegaremos a 2.000 páginas nas quais música, literatura, arte em geral e realidade de nossos países são temas que povoam nossas mensagens, arquivadas no Espace Professionnel de seu site. Tudo teve início em torno do insigne pianista Jean Doyen, meu professor em França e da professora de Servenière. Contudo, a troca de missivas eletrônicas tornou-se semanal, mercê dos  blogs. Servenière já lê e compreende bem nossa língua. Raramente deixa de tecer comentários sobre meus textos, substanciando-os com informações de seu acervo mental incomensurável. Tornou-se um parceiro, tantas são as vezes que Servenière tem visitado o blog com posições firmes e independentes.

Imprescindível a lembrança eterna de meu grande amigo e pintor de mérito, Luca Vitali, falecido em 2013. Ilustrou dezenas de blogs, sempre com alegria e prazer. A ilustração para este blog está em meus arquivos. Uma homenagem ao talento do Luca. No desenho e no presente voo não estaria a flutuar?

Os desígnios do Alto são misteriosos. Continuarei a escrever meus blogs amorosamente. Faz-me bem esse contato com o leitor que prestigia a coluna hebdomadária, a grande maioria anônima. Agradeço a fidelidade de todos os que estão a prestigiar a caminhada. Continuarei…

Estou a adormecer nesse longo voo, pois escrever em um tablet não é fácil. O leitor poderá se perguntar qual a razão da viagem. Farei parte de um júri de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa. Certamente o tema do próximo blog, que inicia novo decênio, será sobre a tese a ser defendida. Realmente o sono chegou…

On 2 March of this year my blog completes ten years of continuous existence. Writing this post as I fly across the Atlantic headed for Portugal, I reflect on the pleasure of posting an entry every week – a flow of ideas that come to me during my street races. In this post I recall the subjects that are dear to me, expressing gratitude for the services of those who, behind the scenes, help me in this endeavor. Thanks to all my readers!

 

 

 

 

Tradição que se estiolou

Peu à peu, la mémoire m’est cependant revenue.
Ou plutôt je suis revenue à elle,
et j’y ai trouvé le souvenir qui m’attendait.

Albert Camus

A fazer parte de tradição cultural que se perpetuou até basicamente o advento da internet, o denominado “Livro de Ouro” era comum entre os jovens que buscavam, num impulso natural, obter autógrafos ou mesmo depoimentos de figuras respeitadas. Colegas da minha geração também os conservavam com carinho. Meu irmão João Carlos e eu, sempre que possível, colhíamos simples dedicatórias ou opiniões abalizadas de mestres consagrados. No meu Livro de Ouro constam depoimentos de Marguerite Long, Fernando Lopes-Graça, Felicja Blumental, Camargo Guarnieri, Lídia Simões, Antonieta Rudge e tantos outros. Em outros segmentos de registro, conservo carta do grande pianista Alfred Cortot sobre os dois irmãos pianistas.

O Livro de Ouro tinha uma dupla função. Uma primeira relativa à alegria da “colheita” de autógrafos de personalidades de nossa área recentemente adentrada. Numa outra visão, bem mais profunda, serviam determinados depoimentos como incentivo que corroboravam o intento de prosseguir estudando. Mais focalizado, o depoimento  adquiria a força da crítica musical competente publicada em jornais àquela altura e que impulsionava os jovens que éramos à difícil escolha já feita.

A depender da área de atuação, nossos tempos eram generosos. Figuras reconhecidas pela competência assinavam ou depunham nesses pequenos relicários o que sentiam pelo solicitante, e tão mais intenso o envolvimento se o convidado já conhecesse virtudes do jovem possuidor do Livro de Ouro, a resultar, de sua parte, análise artística e até psicológica do novel músico.

Dias atrás, minha mulher Regina, ainda às voltas com uma quantidade de dados de sua mãe, a competente professora de piano Olga Normanha (1915-2013), encontrou entre seus pertences um Livro de Ouro. Sobre a pedagoga há dois blogs (“Professora Olga Rizzardo Normanha”, 02 e 09/03/2013). Olga Normanha, nascida em Campinas, estudou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e teve mestres ilustres. O seu Livro de Ouro, a conter assinaturas e depoimentos, seria mais um, não fosse a presença de autógrafos diferenciados envolvendo dois dos mais extraordinários compositores de nossa História Musical: Francisco Mignone (1897-1986) e Heitor Villa-Lobos (1887-1959). As mensagens deixadas em seu Livro de Ouro datam do período dos estudos de Olga em São Paulo, em 1931.

Aspectos fulcrais levaram-me a considerar um blog sobre a matéria: a relevância dos compositores, a camaradagem existente entre os dois e o ineditismo de tais mensagens, fixadas num singelo livro de recordações. Há jocosidade nas mensagens, pois Mignone estimula Villa-Lobos, sabedor de uma sua visita ao Conservatório Dramático de São Paulo no mês seguinte, a escrever uma possível resposta à sua provocação. A jovem estudante Olga não se esqueceria da primeira mensagem e, tão logo diante do consagrado Villa-Lobos, apresentou a afirmação de Mignone, que recebeu pronta resposta. A mensagem de Mignone é de 5 de Outubro de 1931 e a de Villa-Lobos, de 4 de Novembro do mesmo ano. O “diálogo” musical, guardado com carinho ao longo da existência por Olga Normanha, e outras mais mensagens, inclusive do extraordinário cantor lírico Tito Schippa “à la Signorina Rizzardo, ricordo de…”, não ratificariam certezas?

O Livro de Ouro nessa configuração plena de fantasia, hoje basicamente extinto, hélas, não responderia, na essência essencial, à degradação cultural presente em velocidade geométrica em tantas áreas? Estudiosos têm insistido nessa tendência à cultura de massa insuflada por interesses vários visando lucros extraordinários e dimensionada de maneira plena pela mídia. Nos megashows o que se vê é a multidão realizando os mesmos gestos e a gritar automaticamente letras de “canções” apresentadas. Paupérrima qualidade “musical”, imundície deixada pós show, drogas dão o exemplo da degradação denunciada por figuras como Mario Vargas Llosa. O que pensar se até os textos exaltando ad nauseam essa cultura, hoje em plena ascensão, estão plenos de incorreções gramaticais e conceitos vazios, que fariam corar vestibulandos de outrora! Que o leitor entre nos portais mais ventilados! Dificilmente um parágrafo subsiste sem incorreções, por vezes grosseiras. A lamentável TV aberta, em seus noticiários, exalta os personagens dos megashows e simplesmente ignora a cultura tradicional, base de nossa civilização. Difícil encruzilhada.

Mudaram-se costumes e, hoje, uma mocidade mais focada no flash da “colheita” de autógrafos de “celebridades” que se apresentam com suas bandas e parafernálias de toda sorte, assim como outra faixa da juventude que obtêm assinaturas de seus ídolos esportivos, conservam “álbuns” assépticos, pois sem qualquer envolvimento com o solicitado. A efemeridade desses cadernos de autógrafos ou simples folhas de papel soltas tem a justa medida do essencial efêmero de tantos que colocam suas assinaturas ou simples rubricas. Hoje nem mais isso permanece, pois o jovem busca a selfie, aparência da “eternidade”, que se perde nos arquivos das geringonças eletrônicas, mas que é diariamente almejada pela mocidade junto aos ídolos de plantão. Apenas o registro do instante do acontecido, que nada tem a ver com o caminho que o jovem já escolheu ou pensa escolher.

Saudosismo? Sim, saudosismo. Ao me referir ao Livro de Ouro como exemplo da esperança que impulsionou gerações para a ratificação de vocações antes indecisas, e que durante a existência seria consultado ou lembrado com a compreensão devida, volto-me à mente daquele que escreveu a mensagem, arauto provável das certezas. As trajetórias dos que deixaram testemunhos e dos dedicatários podem um dia se nivelar, a depender de um sem número de circunstâncias. O Livro de Ouro testemunha um período sem retorno. Há muito esvaíram-se imaginação, fantasia e o gosto. Tempos plúmbeos.

In the old days, before the advent of the internet, there existed the tradition of keeping a “Golden Book”: an authograph book to collect signatures, sayings and words of encouragement from family, friends and famous people who meant something for the book owner. Some time ago my wife Regina found her mother’s – an outstanding piano teacher – autograph book and inside it, dating back to 1931, two precious hand-written entries (reproduced here) from two of the most extraordinary Brazilian composers of all times: Francisco Mignone and Heitor Villa-Lobos. Unfortunately such precious little treasures are a fading trend today, when email messages are read, deleted and soon forgotten and young people choose to collect autographs from celebrities with no connecting links whatever with their lives. Just a signature on a blank page, devoid of all meaning. Gloomy days!

 

Praça José da Silva Martins

Sou um homem altamente realizado
e muito abençoado por Deus. Vivi em três séculos:
dois anos no século 19 (pois nasci em 1898),
todo o século 20 e o início do século 21.
Há, até entre amigos e parceiros literários,
uma campanha denominada:
“José da Silva Martins – 111 anos”.
Deus é quem sabe…
José da Silva Martins
(Introdução de “Breviário de Meditação”)

Meu pai foi um sábio. Uma figura humana que deixou saudades pelos exemplos de vida, dedicação à família, impoluta condução durante a longa existência, tenacidade e projeto cultural ímpar para os quatro filhos. Em post bem anterior considerava a opinião do ilustre professor catedrático de Direito da Universidade do Minho, Dr. António Cândido de Oliveira, que me confessou ter sido nosso pai o único imigrante que, ao deixar Braga, veio ao Brasil, formou família e teve projeto cultural claro para os quatro filhos. Deixou-nos aos 19 de Maio de 2000, mercê de uma queda que o levou ao coma, dias antes de lançar mais um de seus livros, “Breviário de Meditação”. Morreria três semanas antes de completar 102 anos! Já dediquei um blog ao meu pai bem anteriormente. Tenho saudades dele.

Adorava poesia e memorizou ao longo da existência cerca de 300 poemas, alguns extensos, como a integral participação dos três prelados em “A Ceia dos Cardeais”, de Júlio Dantas, “O melro” de “A velhice do Padre Eterno”, de Guerra Junqueiro, sonetos, sextetos, quadras e tantos mais gêneros, a preferenciar autores portugueses, mas com quantidade apreciável de sonetos brasileiros em seu repertório. A todo esse manancial poético retido por nosso pai somava-se seu profundo interesse pela música clássica ou de concerto que nos levou, João Carlos e eu, ao estudo de piano desde a infância.

Aos quatro filhos adolescentes, Ives, José Paulo, J.E. e João Carlos, numa disciplina espartana, era confiada uma resenha de capítulo de grande autor da língua portuguesa para que fizéssemos o resumo em uma página apenas, diariamente. Corrigia-a, orientava-nos quanto ao estilo e atribuía notas. Dizia o velho pai que o espírito de síntese é um dos maiores atributos do homem. Ao fim de cada mês sua apreciação resultava em bônus que nós quatro convertíamos em livros de nossa escolha. No último sábado do mês íamos até as livrarias do centro, Francisco Alves e Saraiva, ávidos para concretizar preferências. Seus milhares de LPs nos ajudaram na formação do gosto, a reconhecer estilos, a apreciar e distinguir interpretações. Os quatro filhos à noite ouvíamos um LP sem conhecer a capa do disco e tínhamos de descobrir autor e obra. Inestimável contribuição à nossa formação cultural, processo basicamente ausente nos tempos internéticos atuais e na decadência cultural em termos mundiais. A mundialização e os interesses econômicos levaram o jovem ao consumo generalizado, resultando no desvio de objetivos claros, da disciplina, do método e, por que não, da perseverança.

Durante mais de 60 anos nosso pai representou firma francesa de essências e matérias primas para perfumaria. Filhos realizados, iniciou a carreira literária aos 86 anos. Seu primeiro livro, “Sabedoria e Felicidade”, prefaciado pelo notável poeta Menotti del Picchia, granjeou-lhe posição no Guiness Book como o autor mais idoso a penetrar a seara literária.

O pai frequentou durante muitos anos a “Pensão Jundiaí”, tertúlia acadêmica entusiasta que se reunia uma vez ao mês, às terças-feiras, em determinado restaurante. Por lá passaram Paulo Bonfim, Geraldo Vidigal, Lygia Fagundes Telles e tantas outras figuras expressivas. Em todas as reuniões, como decano do grupo, recitava um poema memorizado durante o mês. Dizia ele “ajuda-me a não perder a memória”.

Um dos frequentadores da “Pensão Jundiaí” foi o Prefeito Celso Pitta, que admirava o vigor do pensar de José da Silva Martins. Com o seu falecimento em 2000, o Prefeito ligou para meu irmão Ives, a dizer que iria propor à Câmara o nome de uma praça em homenagem ao nosso pai. Isso se deu e quatro placas foram colocadas na pequena praça que se situa na confluência das avenidas Juscelino Kubitschek e Nações Unidas. Com o tempo as placas desapareceram e a praça pouco a pouco foi sendo degradada, pois estava ao lado de imenso terreno aviltado, ocupado e que, após tantas tratativas, tornar-se-ia o magnífico Parque do Povo. A região toda modernizou-se e atualmente a praça fica quase que paralela aos fundos do enorme Shopping Iguatemi JK.

Num desses últimos domingos estive a passear pelo Parque do Povo com meu genro Massimo e uma das netas, Valentina. Ao passar a pé pela praça que levava o nome de meu pai, verifiquei que ela também fora “saneada”, havia bancos, vegetação cuidada e… ausência das placas. Massimo tirou uma foto do sogro e da Valentina, sem as placas ao fundo, motivo que me levou a escrever ao irmão Ives, a fim de que entrasse em contato com o Prefeito João Dória. Fi-lo, mostrando-lhe o histórico. Minha desconfiança ficava restrita à ausência das placas, que poderia suscitar à Câmara Municipal a indicação de um novo nome, salvo melhor juízo, quando de fato e de direito a praça tem nome. Ives Gandra, como já fizera outrora com os ex-prefeitos Kassab e Haddad sem o mínimo retorno, entrou em contato com o atual alcaide que, diga-se, tendo outra dimensão sócio-cultural, respondeu-lhe prontamente.

Chamou-me a atenção a mensagem do Prefeito João Dória ao Ives, pois finalizava a dizer que esperava que monitorássemos o andamento do processo. Nem precisou, tão imediatas as providências tomadas pela Prefeitura.

Qual não foi nossa surpresa, cerca de quinze dias após, ao verificar que as placas haviam sido colocadas, e saber que mensagem, ao Ives, do Chefe de Gabinete da Presidência do CET, Clodoaldo Pacce Filho, ratificava com fotos a presença das placas: Praça José Silva e, em letras menores, Praça José da Silva Martins. Considerando-se que nos oito anos anteriores houve silêncio por parte dos responsáveis, é admirável a pronta ação do Prefeito João Dória.

Entreguei ao meu dileto amigo Pedro Flesch Fortes, que trabalha na Prefeitura, no setor Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, o livro de nosso pai, “Breviário de Meditação”, já mencionado. Fará chegar às mãos do Prefeito João Dória. Fica neste espaço o agradecimento de nossa família pelo pronto gesto a restaurar a homenagem a uma figura singular na vida de nossa cidade.

Espero que o Google Maps insira em suas indicações de ruas e logradouros, àqueles que buscam orientação, o nome da Praça José da Silva Martins, atualmente ausente. Certamente ocorrerá.

When my father died in 2000, the then city mayor paid a tribute to him by giving his name to a public square. With time the place deteriorated and the nameplates simply disappeared. My family has been trying for the last ten years, without success, to replace them. In the meantime, the surrounding area has changed, this time for the better, with high-class office towers, a luxury shopping mall and the nearby Parque do Povo, an urban park inaugurated in 2008. The small square is clean and well kept. And the story had a happy ending, since the new mayor, João Dória, who took office on January 1st, took the matter in his own hands and the missing nameplates are back in place as if by magic.